Na prova do Enem 2012, tente resolver esta questão sobre os motivos pelos quais foi criado o Serviço do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (SPHAN), no Brasil, em 1937. A resolução está logo abaixo da questão, com comentários e habilidades cobradas na prova.

Questao-Criacao-SPHAN

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O que o projeto governamental tem em vista é poupar à Nação o prejuízo irreparável do perecimento e da evasão do que há de mais precioso no seu patrimônio. Grande parte das obras de arte até mais valiosas e dos bens de maior interesse histórico, de que a coletividade brasileira era depositária, têm desaparecido ou se arruinado irremediavelmente. As obras de arte típicas e as relíquias da história de cada país não constituem o seu patrimônio privado, e sim um patrimônio comum de todos os povos.
(ANDRADE, R. M. F. Defesa do patrimônio artístico e histórico. O Jornal, 30 out. 1936. In: ALVES FILHO, I. Brasil, 500 anos em documentos. Rio de Janeiro: Mauad, 1999 (adaptado).

A criação no Brasil do Serviço do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (SPHAN), em 1937, foi orientada por ideias como as descritas no texto, que visavam

a) submeter a memória e o patrimônio nacional ao controle dos órgãos públicos, de acordo com a tendência autoritária do Estado Novo.
b) transferir para a iniciativa privada a responsabilidade de preservação do patrimônio nacional, por meio de leis de incentivo fiscal.
c) definir os fatos e personagens históricos a serem cultuados pela sociedade brasileira, de acordo com o interesse público.
d) resguardar da destruição as obras representativas da cultura nacional, por meio de políticas públicas preservacionistas.
e) determinar as responsabilidades pela destruição do patrimônio nacional, de acordo com a legislação brasileira.

Confira a resolução 😉

Resposta: D

Habilidade: Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades.

Comentários: Durante o Estado Novo, a burocracia estatal tinha a estratégica função de mediar as relações entre o Estado e o cidadão. Além da censura, da propaganda e da repressão, ”resguardar da destruição as obras representativas da cultura nacional“ era uma forma de defesa da própria identidade da nação.