O livro Getúlio [1930-1945]  – do Governo Provisório à Ditadura do Estado Novo, de Lira Neto, reconstitui os mandatos de Getúlio no Palácio do Catete como chefe do Governo Provisório (1930-1934), presidente constitucional (1934-1937) e, por fim, ditador (1937-1945), bem como os meandros de sua vida privada. A segunda parte da biografia monumental demonstra a astúcia calculista do gaúcho de São Borja em sua plenitude.

Capa do livro Getúlio, Uma Biografia (1930-1945)

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O livro foi lançado em 2013 e conta com 632 páginas. Ao ler, você vai conferir

  • Livre das amarras da “carcomida” Constituição de 1891, Getúlio procurou estabelecer uma agenda nacionalista e estatizante de desenvolvimento socioeconômico.
  • No plano político, engendrava complicadas maquinações palacianas para manter opositores e apoiadores — entre comunistas e militares, camisas-verdes e sindicalistas — sob a égide de sua autoridade pessoal.
  • A Revolução Constitucionalista de 1932, a “intentona” comunista de 35 e o putsch integralista em maio de 1938, derrotados pelo governo, foram os mais sérios desafios à perpetuação de Vargas no poder.
  • Por outro lado, a eleição indireta e a Constituição de 1934, além do golpe do Estado Novo, simbolizaram os momentos de triunfo inconteste do poder getulista.
  • No plano externo, a eclosão da Segunda Guerra Mundial marcou a reaproximação do ditador com as potências aliadas e, internamente, a decadência do regime estadonovista.
  • Amparado pela máquina de propaganda do famigerado Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), Vargas se tornou um mito popular, status que preservou mesmo após a humilhante deposição em 1945.
  • “Pai dos pobres” ou déspota do populismo, Getúlio e sua primeira passagem pelo Catete ainda hoje inflamam os seguidores e críticos de seu contraditório legado histórico.