Nesta postagem, conheça 10 torturas medievais usadas em mulheres. Ainda que o termo medieval seja utilizado, alguns métodos de tortura destacados nesta lista foram utilizados até o século XIX.

Mas o que é tortura?

Vamos utilizar a definição encontrada no livro que inspirou esta lista, Tortura: instrumentos medievais (1996), do historiador italiano Franco Gentili. Se você tiver interesse em comprá-lo, procure na Estante Virtual. De acordo com este autor, tortura é toda forma de impor sofrimento físico e/ou psicológico através de penas e punições geralmente crueis.

A tortura tem sido utilizada para “revelar a verdade”, ou obter uma confissão por parte do condenado. Porém, como defendiam os romanos Cícero e Sêneca, na verdade, promove a mentira. O Digest, de Justiniano, também considerava este método não-confiável.

Dentre as formas de tortura aqui expostos, há aquelas que tinham objetivo de humilhar publicamente o indivíduo, como é o caso da Viola das Comadres, Tranças de Palha, entre outros.

1. Viola das Comadres

10 torturas medievais usadas em mulheres

A Viola das Comadres tinha função semelhante a Berlinda. Era destinada a mulheres consideradas briguentas, fofoqueiras ou causadoras de escândalo. Podia ser utilizada para prender duas mulheres juntas, ou destinada a uma só para aquelas que batiam em público.

2. Açoite

10 torturas medievais usadas em mulheres

A tortura do Açoite, utilizada desde os tempos mais remotos, era destinada às mulheres acusadas de infidelidade ao marido ou consideradas “despudoradas”. Variações deste instrumento são aqueles com pontas de ferro (Flagelo) ou com várias pontas (Gato de Nove Rabos).

3. Gota Tártara

10 torturas medievais usadas em mulheres

Também denominada Fio de Água, a Gota Tártara era usada em regiões da Rússia contra mulheres acusadas de bruxaria. Utilizada em conjunto com o Cavalete (vide postagem anterior), a mulher era colocada nua sob um fino jato de água e deixa nesta posição por até 40 horas.

4. Berlinda

Foto de berlinda de madeira utilizada para prender cabeça e mãos

A Berlinda era um instrumento de tortura padrão em quase toda a Europa, e servia como castigo exemplar, destinado a mulheres consideradas briguentas, semelhante ao caso da Viola das Comadres. A humilhação podia estar associada também a agressões e insultos.

5. Despertador

10 torturas medievais usadas em mulheres

Também chamado de Berço de Judas, o Despertador foi idealizado pelo italiano Ippolito Marsili e marcou uma mudança no uso de torturas. Este instrumento agia diretamente no sistema nervoso, impedindo a mulher de dormir ou relaxar, devido à pressão na vagina.

6. Esmaga Seios

10 torturas medievais usadas em mulheres

O Esmaga Seios foi utilizado entre 1500 e 1700, contra mulheres que eram acusadas de bruxaria, meninas que engravidavam cedo de mais ou em mulheres que abortavam seus bebês voluntariamente. Geralmente, o instrumento era aquecido no fogo antes de ser utilizado.

7. Cadeira das Bruxas

10 torturas medievais usadas em mulheres

Como o próprio nome já diz, a Cadeira das Bruxas eram utilizadas em mulheres acusadas de bruxaria, entre 1500 e 1800. Era uma tortura que não era utilizada para obter confissão, mas servia como “expiação” prévia antes de serem queimadas na fogueira.

8. Máscaras da Infâmia

10 torturas medievais usadas em mulheres

As infames Máscaras da Infâmia (com o perdão do trocadilho), de 1500 a 1600, eram utilizadas em mulheres insatisfeitas com a rotina doméstica ou com gravidez sucessivas. Nestes casos, elas eram obrigadas a utilizar as máscaras em locais públicos, sendo assim hostilizadas.

9. Cinto de Castidade

10 torturas medievais usadas em mulheres

O Cinto de Castidade poderia ser feminino ou masculino, como visto na postagem anterior sobre instrumentos de tortura. Ao contrário do que podemos pensar, o feminino não era usado necessariamente para evitar infidelidade na ausência do marido, mas antes para combater tentativas de estupro.

10. Trança de Palha

10 torturas medievais usadas em mulheres

Também chamado de Grinalda (Brautkranz), a Trança de Palha era utilizada na Alemanha, destinada à mulheres que engravidavam antes do casamento. Neste caso, elas deveriam usar as tranças em portas de Igreja ou em dias de festa.