História do Vinho: saiba o trajeto que a bebida percorreu até os dias de hoje

Considerado por muitos o manjar dos deuses das bebidas, o vinho é uma bebida milenar, clássico e inconfundível. Sua presença é forte em diversas culturas, e fica até difícil especificar a sua origem. De acordo com estudos arqueológicos, as primeiras ocorrências da bebida foram verificadas em Çatal Huyuk, localizada na Turquia.

Tigela de fabricante de vinhos

Tigela de fabricante de vinhos na Roma Antiga

Ela foi considerada a primeira cidade habitada por humanos. Outras evidências também indicam que na Idade da Pedra já existiam videiras, e a Antiga Pérsia (atual Irã) poderia ser uma das maiores produtoras de vinho.

Naquela época, a bebida era produzida de forma bastante rudimentar. Bastava ter a cultura da uva, coletar alguns exemplares e colocá-los em um recipiente para sua obtenção. É claro que não demorou muito para que o vinho fizesse sucesso e os famosos festivais de Dionísio, que aconteciam em Atenas, na Grécia, ligaram sua imagem à diversão, alegria e desinibição. Foi também no mesmo país que o vinho alcançou o ápice e se consagrou por praticamente todo s império.

No final do século XVII, D. Pérignon, criador do champanhe, teve a ideia de criar garrafas e rolhas especiais para o armazenamento dos vinhos. Com o tempo, e conforme eles se tornavam cada vez mais cobiçados, novas técnicas de produção e conservação começaram a ser desenvolvidas. A grande demanda transformou a comercialização dessa bebida em um negócio muito rentável e a presença de vinhas em muitas regiões da Europa favoreceu a atividade no Velho Mundo.

Adorado em praticamente todos os países, é claro que o vinho não poderia ficar de fora das linhas de produção que surgiram após a Revolução Industrial. Nessa época, perdeu-se muito em qualidade, por conta da inviabilidade de utilizar técnicas rudimentares e artesanais nas fábricas. Dessa forma, vinícolas tradicionais da França e da Itália passaram por sérias transformações para se adaptarem à nova forma de produção.

Mudanças também aconteceram na forma de comercialização. No começo, as bebidas eram difundidas por navios e chegavam aos armazéns das principais cidades e diretamente nos castelos para servir toda a realeza.

A modernização de produção também estreitou as distâncias entre vinícola e consumidor, uma vez que era possível haver mais pontos de fabricação. A partir daí, cavalos, carruagens e, mais tarde, automóveis, passaram a ser utilizados na distribuição. Foi, no entanto, a globalização que modificou por completo esse processo.

Com a Internet, as informações passaram a ser encontradas diretamente nos sites das vinícolas e comprar vinhos ficou mais fácil por causa da popularização de e-commerces. Portais especializados reúnem produtos de diferentes partes do mundo e apresentam informações, como receitas e curiosidades, estreitando a distância entre os apreciadores da bebida, que não para de ganhar novos adeptos de exigentes paladares.