Este artigo foi escrito por Roberto Amaral e não expressa, necessariamente, a opinião dos editores deste blog.

Como a Internet revolucionou a educação

A inclusão digital e a intensa presença dos meios digitais em nosso dia-a-dia faz com que seja praticamente impossível pensar em um mundo alheio a essas ferramentas. No entanto, não faz muito tempo que a Internet assumiu o papel que tem na sociedade atual.

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Com uma versão primária desenvolvida no auge da Guerra Fria, a Internet foi criada como forma de facilitar o compartilhamento de informações. Novas ferramentas de aprimoramento foram elaboradas com o passar do tempo até que a web se tornasse o que é hoje.

Aos poucos, foi-se percebendo que a informática poderia ser de grande utilidade em áreas como a educação, sendo capaz de reunir grande quantidade de conteúdos e possibilitando novas formas de explorar as áreas de ensino. No Brasil, a utilização de computadores em aulas de física foi discutida pela primeira vez em 1970, em um seminário promovido pela Universidade Federal de São Carlos. Três anos depois, outras instituições de ensino aderiram à ideia e passaram a contar com computadores em salas específicas.

Nesse momento, as atenções de educadores de todo o mundo já estavam voltadas à possibilidade de aprimorar tal ferramenta digital para sua utilização massiva na educação. Foi então que, em 1984, teve início o Projeto Educom, uma iniciativa conjunta do Ministério da Educação, Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Secretaria Especial de Informática da Presidência da República (SEI/PR). Um dos objetivos do programa era fomentar uma política nacional de educação digital.

Além da inclusão dos meios digitais nas instituições de ensino, o Ministério da Educação também voltou esforços para formar alunos capazes de entender e operar as ferramentas e funções ligadas à computação. Assim, em 1997, foi criado o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), cujo objetivo era a promoção do uso das tecnologias de informação e comunicação na rede pública de educação.

De lá para cá, os Governos Municipais, Estaduais e Federais uniram esforços para promover a inclusão digital, capacitar professores e equipar instituições. Universidades, escolas e colégios privados também aderiram ao movimento digital. Com tais ações, hoje não é exagero dizer que se vive uma verdadeira revolução da informática e da Internet na aprendizagem. Prova disso é a popularização de sites com conteúdos online , focados em vestibulares ou nos resultados do Enem.

A incorporação desses mecanismos alterou também o modo de assimilação e fixação dos conteúdos pelos alunos, que contam com toda a espécie de suporte eletrônico não só para complementar o que foi visto em sala de aula, mas também para realizar cursos completos, como é o caso da Educação a Distância.