sábado, 21 de novembro de 2009

Atlas Histórico: Cruzadas

Você que estuda história, já teve dificuldades em visualizar os territórios ou regiões descritas por seu incansável professor? Se você é professor de história, já teve o desejo de poder usar mapas históricos em sala para não precisar ficar fazendo aqueles desenhos ridículos no quadro? ;)

Se a resposta é sim, os artigos que estou desenvolvendo podem resolver estes problemas. Isto porque estou postando uma série de mapas históricos que vão ajudar você a entender melhor os fatos.


Para não haver problemas com direitos autorais, eu retirei as imagens do Atlas Histórico Escolar, produzido pelo MEC, e que está a disponível para download no portal Domínio Público.

Vou inserir o mapa histórico e a explicação do mapa, em destaque. Ambos extraídos da obra citada acima e não refletem, necessariamente, a opinião deste servo. =D


Clique pra ampliar (muito) a imagem!

Cruzadas

Em sua expansão, o Islamismo ameaçava a Europa cristã. Já haviam os muçulmanos se apossado dos lugares santos de Jerusalém, e, após ocupar todo o Norte da África, chegaram à Península Ibérica.

De um apelo formulado pela Santa Sé, surge uma série de expedições feudais — as Cruzadas — de caráter religioso inicialmente, transformadas depois em empreendimentos político-econômicos.

>>> Não deixe de conferir:
Questão (Enem-2006): Cruzadas

A 1a Cruzada, organizada e dirigida por barões, notadamente franco-normandos, foi a mais bem sucedida. Era uma expedição de cerca de 150 mil cruzados, que, atravessando
vitoriosamente a Ásia Menor, conquista Antioquia, Edessa e Jerusalém.

Para a defesa da Terra Santa deixaram aí Ordens Militares e Religiosas (Templários, Hospitalários de S. João de Jerusalém e Cavaleiros Teutõnicos), que constituíram os exércitos permanentes do Oriente Cristão.

Nova investida muçulmana e os turcos se apoderam de Edessa, reconquistando parte do Principado de Antioquia.

A reação da Europa se faz sentir, com a organização da 2a Cruzada, pelos reis da França e da Alemanha.

Em Constantinopla foram os cruzados mal recebidos e aí mesmo a expedição se divide, embora o objetivo geral fosse Damasco. Os grupos não chegaram lá, pois foram derrotados antes pelos turcos.

A perda de Jerusalém provocou a 3a Cruzada, organizada por três reis. A morte de Frederico Barba-Ruiva deixou a expedição sob comando de Felipe Augusto, da França, e Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra.

Ao contrário das duas primeiras, esta expedição seguiu sempre por mar. Conseguiram os cruzados, apesar de sempre em desacordo, tomar Chipre e São João D'Acre.

A 4a Cruzada pouco merece este nome, pelo objetivo político-econômico que se cercou. Atendia essa expedição aos objetivos econômicos de Veneza e aos políticos de um imperador bizantino deposto.

Assim, a ação desses cruzados se resumiu em tomar Bizâncio (Constantinopla), fundando aí o Império Latino, que durou mais de meio século (até 1261).

As Cruzadas de S. Luís foram a 7a e 8a; a 5a e 6a não são mencionadas, pela pouca importância que tiveram. As expedições de S. Luís encerram o sentido primitivo do empreendimento religioso.

Quando, em 1244, Jerusalém estava inteiramente sob domínio dos turcos, realiza-se a 7a Cruzada, tendo como objetivo inicial o Egito. Aí S. Luís tomou Damieta, logo depois devolvida, com a derrota de Mansura (1250). Preso, o rei francês foi resgatado por alto preço. A 8a Cruzada, também sob comando de S. Luís, atacou os mulçumanos em Túnis (1270); aí faleceu ele, vítima da peste.
Confira também!

Para ver outros mapas históricos, clique aqui.


Dê uma nota e faça um comentário: o que você achou deste mapa? Quais os aspectos mais significativos que podemos aprender com ele?

4 Comentários:

Francisco Castro disse...

Olá!

A história é sempre fascinante que ensina muitas coisas que passaram com povos tão distantes no tempo e no espaço. O que se verifica de mais triste nas histórias é que os povos sempre viviam em guerras ou sendo perseguidos. Era raro encontrar um povo pacífico que tivesse êxito e progresso.

Abraços

Francisco Castro

Prof_Michel disse...

Francisco, a cultura está sempre em mutação. O que nunca vai mudar é a natureza do ser humano. Valeu a visita. Um grande abraço

Ricardo de Bem disse...

Desculpa perguntar emm forma de comentario aqui..mas tu vai postar alguma coisa sobre o projeto literario?

Prof_Michel disse...

Acredito que não. Por quê?

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